Sob o céu aberto do Rio Grande: “Cavalo de Santo” e a força da ancestralidade afro-gaúcha

A Portela tem a alegria de apresentar ao Rio de Janeiro, pela primeira vez na telona, um Rio Grande do Sul africano através do documentário longa-metragem Cavalo de Santo, vencedor de vários prêmios nacionais, entre os quais 4 Kikitos no 49º Festival Internacional de Cinema de Gramado, onde mostra a pujança das religiões afro-gaúchas e a cultura negra no RS.
O documentário foi uma das referências balizadoras para o desenvolvimento do enredo “O mistério do Príncipe do Bará – A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande” que o G.R.E.S. Portela levará à Marquês de Sapucaí, no carnaval de 2026.
O filme Cavalo de Santo dirigido pela fotógrafa e documentarista Mirian Fichtner e pelo jornalista e roteirista Carlos Caramez, é fruto de 15 anos de pesquisas entre os terreiros gaúchos e retrata o universo religioso afro-brasileiro no Rio Grande do Sul. O documentário deu cara aos números do IBGE das últimas 3 décadas, que apontou o RS como o estado brasileiro com maior número de terreiros e adeptos declarados das religiões de matriz africana no Brasil, proporcionalmente ao número de população, no segundo estado mais branco do país, quebrando o estereótipo do RS como a Europa brasileira.

A escola Azul e Branca de Oswaldo Cruz e Madureira promete um desfile emocionante ao homenagear o Príncipe Custódio, figura histórica e espiritual de origem africana que marcou a cultura afro-gaúcha no século 19.
Reverenciado como líder religioso e símbolo de resistência, ele é apontado como responsável pela estruturação dos fundamentos do Batuque, principal religião de matriz africana, praticada no sul do país.

“O enredo busca romper com a tradicional centralização das narrativas afro-brasileiras no eixo Rio-Bahia, lançando luz sobre a força da ancestralidade negra no Sul do Brasil. Estamos ampliando nosso olhar para além dos nossos territórios já consagrados, mostrando que a resistência negra também construiu outras partes do Brasil. A Portela quer ser esse instrumento de visibilidade, mas sem perder sua essência e grandeza”, segundo o presidente da Portela Junior Escafura.
O carnavalesco André Rodrigues completa.
“Nossa proposta é debater a descentralização da historicidade negra do Brasil, focando na formação do Rio Grande do Sul e promovendo a certeza de que essa influência negra foi estimulada e organizada pelo Príncipe o Custódio. A realeza africana, é parte indispensável da construção da identidade do povo gaúcho. Uma história que mistura personagens, fatos históricos, ficção, lenda, sonhos, utopias e ressignificação do Brasil”, declara André.
Para os diretores do filme ver a PORTELA apresentar na Sapucaí este tema, invisibilizado até os dias atuais, é de uma ousadia e coragem que faz jus a ancestralidade Portelense.
Serviço:
Documentário: “Cavalo de Santo”
Duração: 70 minutos.
Direção: Mirian Fichtner e Carlos Caramez
Dia 13 janeiro de 2026 às 19 HORAS na sala 3 (Convidados Portela, diretores e Globoplay))
Participação Especial: André Rodrigues (carnavalesco do Portela) e diretores do filme.
DIA 14 de janeiro das 2026 às 18 e as 20 h (duas sessões) na sala 4
Local: Estação NET BOTAFOGO salas 3 e 4
Rua Voluntários da Pátria, 88. Botafogo-RJ
Entrada gratuita.
Realização: G.R.E.S PORTELA., PLUF fotografias e audiovisual, Estação NET Botafogo, Cavideo, Cubo Filmes e Globoplay


