
RIO DE JANEIRO – O barracão da Estação Primeira de Mangueira foi palco de um encontro carregado de simbolismo na tarde desta sexta-feira (7). A presidente da Verde e Rosa, Guanayra Firmino, recebeu a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, em um momento de celebração e reafirmação do papel histórico do samba na luta pela valorização do povo negro.

Durante a visita, Anielle Franco aceitou o convite da agremiação para desfilar no Carnaval 2025, levando consigo seus pais, Marinete Silva e Antônio Francisco da Silva. O gesto reforça o compromisso da ministra com a cultura e a ancestralidade negra, elementos que são a espinha dorsal do enredo que a Mangueira levará para a Sapucaí.

A escola contará a contribuição do povo negro e da cultura bantu na construção do Rio de Janeiro, um tema que dialoga diretamente com a trajetória de Anielle Franco. “Me sinto honrada em estar aqui e participar desse momento. O Carnaval e a alegria são políticos, e é fundamental ocuparmos todos os espaços para contar a nossa história”, afirmou a ministra.
Para Guanayra Firmino, a presença da ministra é mais um marco na história da Mangueira, que sempre se posicionou como voz da resistência. “A nossa escola fala sobre o povo preto, sobre a favela e sobre a nossa cultura com verdade. Ter a Anielle conosco, uma mulher preta, cria de favela e referência na luta racial, é um presente para todos nós”, declarou a presidente.
O encontro entre as duas mulheres — ambas oriundas da favela e ocupando espaços de poder — traduz o significado de um Carnaval que é, antes de tudo, resistência e afirmação. Na avenida, a Mangueira promete fazer história mais uma vez, com a ministra Anielle Franco desfilando como símbolo de luta, reconhecimento e celebração da negritude.
Siga a SAPUQUEI para mais exclusivas do mundo do samba!